BRASIL, Sudeste, JUNDIAI, Mulher, jornalista, corinthiana, adoro animais!

 

   

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    Oficina da Mari



    Faltam 12 km para correr a São Silvestre!

    Daí que esta semana fiz um teste no Portal IG: Você é sedentário? Meu resultado deu "Extremamente". Me senti um pouco orgulhosa por isso, confirma minha visão de mim mesma que sou preguiçosa demais, odeio atividade física e eventualmente vou para a academia (mais por uma questão de não ficar com a consciência pesada pelos doces e alimentação horrível que mantenho). Mas nem li tudo que o IG escreveu no meu resultado, porque era algo do tipo: Levanta agora daí, sua gorda, e vai fazer alguma coisa! E isso me deixaria um pouco preocupada e não mais orgulhosa de como sei ser sedentária.

    Depois fiquei refletindo um pouco sobre o teste e pensei que era uma p... furada um site fazer um teste desse. Porque, veja, se a pessoa fosse ativa, não estaria perdendo tempo em fazer teste na internet, estaria jogando bola, correndo ou na academia. Se a pessoa não for tão sedentária, estaria no bar tomando uma ou procurando algo nos armários para comer, porque isso obriga a pessoa a se mexer um pouco. Agora, o cara que é realmente sedentário é tão preguiçoso que quer que o IG diga para ele que ele é sedentário. A pessoa que faz teste na internet ou está muito entediada no trabalho ou não sai da frente do computador, porque pode conversar com todo mundo de casa mesmo. Mas, enfim, não sou tão viciada em internet assim, só que ultimamente não tenho saído muito, só trabalhado e procurado diversão na internet. Logo, sou sedentária. Sim IG, sou sedentária!

    Mas daí naquele mesmo dia do teste, um colega havia combinado comigo de irmos caminhar. Cheguei cedo do trabalho e resolvi cumprir com meu compromisso. Falei que passaria em frente ao condomínio onde ele mora e daí ele voltaria comigo até a minha, imaginando que seriam uns 20 minutos de caminhada até lá e mais 20 de volta. Mas ele não lá e eu continue caminhando.

    Tinha mais uma motivação: disputaria uma prova de 3 km. Pensando melhor, o verbo correto a ser usado é PARTICIPARIA, porque é claro que não estou disputando nada com ninguém. Não treino. Bem, há uns quatro meses vou EVENTUALMENTE na academia, uma vez na semana, no máximo, e isso não deve contar como treino né?!

    Enfim, caminhando eu estava quando um colega parou sua moto perto de mim e perguntou: Quer carona?

    Sabe qual a primeira coisa que veio a minha cabeça e eu respondi?

    Não, não foi: Claro! Foi uma resposta de gente gorda: Então, meu X-Bacon não deve tá pronto ainda, então vou caminhando até a padaria!

    Claro que não mandei fazer X-Bacon nenhum, mas eu estava inconscientemente pensando em um, senão não tinha dado uma resposta destas né? Ai se o IG vê isso! Vai fazer um teste "Sua alimentação é saudável?" e eu vou responder e vai dar "Nem um pouco" e vou começar a ler o resultado e vai ser algo do tipo "Larga agora este chocolate e vai comer uma fruta". E para piorar, vou ficar orgulhosa do meu resultado! Mesmo sabendo que não é bom ser sedentária e ter uma alimentação péssima...

    Mas, então, caminhei os premeditados 40 minutos. Talvez tenha dado até um pouco mais...

    Daí que HOJE foi a tal prova de 3 km. Caminhando, quero deixar bem claro. Não é porque daqui dois anos talvez eu vá correr a São Silvestre que já comecei a treinar né, gente?

    Tive festas nos dias que atencederam a prova. Sábado a tarde, estava bem cansada. Quebrada, eu diria. Fui dormir às 10 da noite porque sabia que a manhã do dia seguinte seria horrível quando o despertador me lembrasse da idéia de m... que tive de participar desta competição.

    E assim se fez: despertador, ódio, sono, canseira... Mas fui. Eu e Sandro Crisol. Adivinhem de quem foi a idéia de participar? Eu fui apenas cegada pelo amor e me inscrevi no plano malígno de Sandro (e do IG !)para me tirar deste meu mundo sedentário e confortável.

    Fui caminhar. O pessoal da corrida (de 5 km - da qual Sandrinho participou) largava antes, portanto, na hora que começou a prova da caminhada e que atravessei o portal (mágico!), o relógio já marcava 7'44". Andei nada e minha canela percebeu que eu estava me movimentando por esporte, não por necessidade, e começou a arder. É sempre assim quando resolvo caminhar... Maldita canela! Aí me dizem: é falta de treino! Como vou treinar se ela arde este tanto? É claro que vou desistir antes de me acostumar com esta dor!

    Apesar da canela ardendo, continuei. Um senhora muito simpática, só que ao contrário, gritava ao meu lado: "Vamo, gente! Tem que andar mais rápido, não é passeio! Não sabe o significado da palavra competição?!" Tinha vontade de responder: "Não! E você sabe o significado de CALA A BOCA E ANDA?"

    No fim, andei mais rápido que ela e não escutei mais aquela voz de gralha.

    Mal tinham passados 15 minutos de prova e eis que surge o primeiro corredor vindo na direção oposta a da galera da caminhada. MENOS DE15 MINUTOS! A pessoa acorda cedo, vai até outra cidade, fica mais de meia hora correndinho no lugar pra aquecer, corre só quinze minutinhos, gasta mais uma hora ou mais para receber seu prêmio (que não sei se era em dinheiro ou em barras de cereal e isotônicos), e acabou o evento para o qual se preparou tanto. Você sairia de casa para correr só quinze minutinhos? Bem, eu não. Mas..  cada um sabe o que te faz feliz.

    Segui meu rumo e outros corredores foram chegando. Agora estávamos em sentidos opostos e logo vi Sandro vindo. Ele me viu também. Passou por mim e eu estava começando a ir por uma subidinha leve. A canela ardendo. O sol lindo e quente num céu sem nuvens. Pensei em virar o voltar, o Sandro já me viu mesmo.

    Mas não. Não sei se é personalidade, signo ou o fato de ser brasileira, mas não desisto nunca. Ou quase nunca. Realmente queria saber em quanto tempo consigo andar os 3 km. Subi a ladeira.

    Quando chegou a hora de virar e começar o caminho de volta, vi que eu era a última. P...! A última?! Para minha satisfação pessoal, haviam outras pessoas, só que bem longe do "pelotão" que eu estava. Fiquei mais aliviada. Ou quase. Não fosse o fato da panturilha estar doendo. Sim, ela também não gosta muito que eu pratique esportes.

    Enfim, faltava pouco, já estava voltando e esta dor é sinal de que estou exercitando o músculo e isso é bom, não? Queria que começasse a doer os músculos da coxa e bumbum! Exercício físico! Queima de caloria, de gordura! Tchau celulite!

    Aí percebi que meu humor tava bacana... Me foquei em passar as pessoas.

    Motivações:

    "Você é muito magra, vou andar mais rápido que você"

    "Você tem um cabelo muito liso, tem muito cabelo. Vou passar você"

    Achei que ultrapassar aquelas moças de cabelos lindos, corpo magro e tênis caro me ajudaria a me sentir melhor.

    Aí alguns metros na minha frente tinha uma moça leventemente gorda. Era possível ver a celulite dela há uma certa distância.

    Lembrei das minhas. Minha nova motivação: ultrapassar aquela moça. Na minha cabeça, se eu a ultrapassasse, venceria a minha celulite.

    Já estava na reta e faltava um bom pedaço até a chegada. Era possível conseguir. Mas para isso tinha que passar mais umas outras mulheres magras e de cabelos lisos, mesmo depois de suar tanto naquela prova. Ou era só eu e os corredores que estávamos com calor?!

    Passei por todas, inclusive pela moça da celulite visível e de quebra, quando me aproximei, reparei que a colega também tinha celulite! Fiquei motivada, todo mundo tem! Menos as magrelas...

    E logo vejo o portal! E quem está me esperando por ali? Sandrinho! Ele vai me ver chegar e vai ficar orgulhoso pela namorada esportista que tem!

    Cruzei o portal com 41'20". Um bom tempo né?! 34'35" - mais ou menos um 1km a cada 11', um pouco mais (não sou boa com contas!)

    Agora só faltam 12 km para a São Silvestre!

    Ah é, também falta começar a correr...



    Escrito por Marília P. G. às 21h24
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    EVERYBODY WANTS TO RULE THE WORLD

    Daí que eu e Sandro Crisol, meu namorado, fomos assistir Tears for Fears. O ingresso já estava comprado acho que desde o começo de agosto. E toda vez que a gente falava do show, eu cantava: "Everybody wants to rule the world". Até que, depois de dois meses, o Sandrinho perdeu a paciência comigo:

    - Eles não tem só esta música!

    - Mas é a única que eu conheço!

    - É nada! Tem mais "Woman in chains, woman in chains"...

    - Verdade! Essa eu conheço!

    - E tem também "Shout, shout, ready or not?!

    - "nana nana nananan Come on! I'm talking to you!" Verdade!

    E foi assim, conhecendo três músicas e querendo agradar Sandro Crisol, que eu me aventurei ao meu primeiro show de um "conjunto".

    Valeu a pena, porque o Sandro gostou do meu gesto e me trata de "querida e meiga Marília", como vocês podem conferir no depoimento emocionando deste fã.

    E também porque ouvir mais de 10 mil vozes entoando a mesma música é DEMAIS!

    Uma noite mágica

     

    Sabe o por quê a vida é maravilhosa ? Pelo fato dela te proporcionar momentos mágicos. Um desses momentos ocorreu comigo na sexta-feira (dia 14), no Credicar Hall, em São Paulo. Ao lado da minha namorada, a querida e meiga Marília, tive a oportunidade de assistir ao show de um dos meus conjuntos preferidos: Tears For Fears, cuja boa parte das pessoas que viveram essa geração admiram. Desde criança aprendi a gostar de Roland Orzabal e Curt Smith, dois jovens que vão morar no meu coração eternamente.

    Músicas como “Everybody Wants To Rule The Word”, “Shout” e “Woman in Chains” marcaram época e vão sempre ser lembradas não só por mim como por muitos amigos e adultos que hoje encontram-se na faixa dos 30, 40 anos.

    O show foi fenomenal, um espetáculo a parte. E uma dos aspectos que mais me impressionou foi a participação de adolescentes, alguns até 15 anos mais novos do que eu que tem o prazer de cultuar essa dupla. Sinal de que as canções deles sempre estarão vivas !!!

    De minha parte só tenho a agradecer Orzabal e Smith por ter tido a oportunidade de vê-los de perto. Onde quer que estejam sempre ficarão na minha lembrança e, com certeza, na memória de mais de 10 mil pessoas que dividiram comigo aquela noite o prazer de conhecê-los mais de perto. Uma multidão de homens e mulheres cantando os refrões da banda foi de arrepiar até o sujeito mais frio que existe na face da terra. Jamais direi um “adeus” para eles, mas sim um “até breve !!!”

    Mesmo passados alguns dias do espetáculo ainda me emociono ouvindo “Woman in Chains”. Se é verdade que existem momentos especiais na vida, cenas que vão ficar pra sempre guardadas no nosso coração, algumas delas ocorreram comigo no dia 14 de outubro de 2011. Obrigado Orzabal e Smith por existirem !! Vocês são muito mais do que cantores, são pessoas maravilhosas e encantadoras !!!

     

     

     

    "Everybody wants to rule the world"

    Olha que meiga a Marília!



    Escrito por Marília P. G. às 20h58
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    Projeto: São Silvestre 2013 - Será que ficamos prontos antes da copa?

    O porteiro do hospital onde trabalho:

    - Vai almoçar fora?

    - Vou... quase todo dia estamos indo... pior que só se come besteira... logo não vou passar aqui na portaria!

    - É mesmo, né?! Como você engordou!

    - Não fala assim, fico magoada.

    O porteiro chama outro funcionário e comenta:

    - Não é? Lembra de como a Marília era magrinha quando entrou aqui? Quem te viu e quem te vê!

    Não me abalei. Fui almoçar fora do mesmo jeito.

    ***

    Meu vô:

    - Marilica, como você tá fortica!

    Fortica = GORDA.

    ***

    Minha mãe:

    - Gordinha!

    ***

    Não podia fazer nada  pra mudar este quadro porque eu não tenho tempo pra malhar, correr ou qualquer coisa deste tipo.

    Também não podia fazer dieta porque eu almoço no hospital e tenho que comer o que eles servem. Ou ir comer fora.

    Mas dai, entrei de férias e não tive como fugir: me matriculei na academia.

    ***

    Depois de  alguns poucos meses e de poucas idas à academia, a professora sugeriu que eu alternasse alguns minutos de caminhada por um minuto de corrida. QUASE MORRI!

    Minha canela arde!!! Não consigo correr! Mas confesso que tentei...

    ***

    Hoje, não sei o que deu na minha cabeça, devem ser as más influências do meu namorado que corre a São Silvestre há dois anos e pratica corrida há uns seis e de um outro cara que trabalha comigo, que é estudante de Educação Física, resolvi que devia ir na academia, afinal havia chegado cedo do trabalho...

    Mas daí pensei, pensei, pensei e achei que ir na academia não era bom negócio... Mas também ficar em casa não era bom. Solução? CORRER! Na correria

    Revezei, como a professora da academia tinha dito, minutos de caminhada com um minuto de corrida. No caso, 30 minutos de caminhada com um de corrida.

    Ah, era 3 de caminhada e um de corrida? Confundi... Muito feliz

    Mas antes da copa, quem sabe, eu chego lá...



    Categoria: Pequenos Reparos - Cotidiano
    Escrito por Marília P. G. às 21h45
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    Dedos Cruzados

    Uma data especial, merece um texto especial... Feito pela jornalista Grasiele Maia há alguns anos, mas é praticamente atemporal. Paixão é assim!

    Dedos cruzados

    Dedos cruzados. Pernas inquietas. O coração? Coitado... estava na garganta. Nenhum som podia emitir, estava no ônibus voltando para casa e ali muitos não me entenderiam ou me fuzilariam com seus olhos sonolentos, sem entender a importância daquele momento.
    O caminho para casa parecia mais longo. Minha ansiedade e agonia não permitiram que eu tirasse o meu cochilo rotineiro, que muitas vezes me fez passar do ponto certo.
    Precisava chegar logo em casa, era uma questão de vida ou morte.
    Cheguei! Desci rapidamente do ônibus, a chave do portão já estava engatilhada, mesmo assim, o nervosismo não deixou que eu acertasse a fechadura.
    Subi as escadas correndo, abrir a porta da sala e sem retirar a mochila das costas, fiz o que esperava a 90 minutos...
    Assistir ao jogo do Corinthians contra o Botafogo.

     

     

    Não era a primeira vez que assistir a uma semifinal com o Corinthians, mas o jogo contra o Botafogo tinha um sabor diferente.
    Em 2007, sofremos com o rebaixamento para a série B e a corrupção correu solta no Parque São Jorge. Esse era o momento de mostrarmos que temos condições de voltar de onde nunca deveríamos ter saído.
    Tínhamos perdido o 1º jogo por 2 a 1, com um gol nos instantes finais da partida.
    A torcida cooperou e rapidamente esgotou os ingressos para a partida de volta.
    Dentro de campo tínhamos que fazer um gol, apenas um, seria o suficiente para chegarmos à final da Copa do Brasil e quem sabe a tão sonhada Copa Libertadores. Mas estamos desfalcados, faltavam quatro titulares. A situação não era das melhores...
    O jogo foi do jeito que a torcida gosta...
    Corinthians começou o jogo impondo seu ritmo e teve boas chances de marcar ainda na 1º etapa.
    Segundo tempo começa com Mano Menezes já expulso, coloca Acosta no lugar de Fábio Ferreira. Devo confessar que ouvir o nome de Acosta, não foi muito confortável, mas para calar minha boca...
    Aos 7 minutos, depois do cruzamento de Herrera, Acosta faz a galera vibrar, afinal era o gol da classificação.
    Pela rádio conseguia imaginar a alegria da torcida, da mesma forma também imaginei e senti a frustração que silenciou o Morumbi, 3 minutos depois com o gol de Renato Silva. Assim como o símbolo do time, havia alguns torcedores solitários comemorando a possível virada de mesa, o empate favorecia o Botafogo.
    A partir daí foi só sofrimento, ouvir uma semifinal pela rádio, dentro de um ônibus, sem esboçar nenhuma reação... foi demais pra mim.Ainda dentro do ônibus, gritei “calada” ao gol de Chicão, que levaria o jogo aos pênaltis.
    Querendo tirar o corpo fora, o juiz termina o jogo sem acréscimos.
    E lá vamos nós...
    Nessa hora vale tudo: ajoelhar na sala, cruzar os dedos (incluindo dos pés), apertar o santinho, como se a cada apertão “ele” fosse ajudar cada pênalti convertido a nosso favor.
    Os goleiros como se estivessem ensaiando, saíram para o mesmo lado, tirando um peso das costas dos batedores, que agradeciam aos céus.
    Cansado de brincar, Felipe acertou o canto e rebateu o chute de Zé Roberto. Ufa, estávamos na final. Aliviados?
    Até o próximo apito. Terei tempo de lavar a camiseta da sorte, afinal superstição nunca é demais

    Grasiele Maia, jornalista e corinthiana roxa sim, senhor! Visite o blog dela: http://blogdagrasi.blogspot.com/

    Ah, e não esqueça de comemorar o aniversário do Corinthians!



    Categoria: Repórter Corinthiana
    Escrito por Marília P. G. às 20h48
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    As musas e a poesia em mim

    Este é um texto que fiz para um concurso, que não ganhei... rs... Espero que gostem, afinal falo das inspirações que tive através das professoras que passaram pela minha vida. Falo apenas de algumas poucas, afinal, tive a honra de ter musas maravilhosas e grandes mestres!!!

    As musas e a poesia em mim

    Será possível aprender a escrever tão bem como os poetas? Ou será que este dom nasce com a pessoa? É possível aprender a escrever para ser jornalista, como sou. Boa parte das letras já nasceram dentro de mim, assim como os textos nascem primeiro em mim para depois irem para o papel ou para o computador. E muito é introduzido, apresentado, para então me inspirar...

    Grandes mestres me trouxeram a inspiração. Lembro da professora Daniele, queridíssima, loirinha, magrinha, de pele branca, que foi a primeira professora que me fez fazer uma prova de recuperação... justo de português, minha matéria preferida!

    Ainda nesta linha de professoras de português, lembrei da Micaela, também loira, também magra, também de pele branca... daquelas brancuras que as musas dos poemas tem....

    Com a Daniele descobri meu poeta preferido: Vinícius de Moraes, que escreveu as mais belas frases sobre o amor, exatamente como eu o sinto hoje: “Amo-te como um bicho simplesmente, de um amor sem mistério e sem virtude, com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim, muito e amiúde, é que um dia em teu corpo, de repente, hei de morrer de amar mais do que pude”...

    Com a professora Micaela fui apresentada a muitos outros poetas maravilhosos, como Camilo Castelo Branco e seu Amor de Perdição, como todos os amores são, como muitos amores nos levam à perdição...

    Sofri pensando “Se eu morresse amanhã, viria fechar meus olhos minha triste irmã?” e descobri que eu e o poeta Álvares de Azevedo fomos separados por muitos anos e nossa data de nascimento traz a diferença de um dia no mês de setembro...

    Também meu nome foi emprestado por Tomás Antônio Gonzaga para falar de sua musa... O pseudônimo de Dirceu fui usado pelo meu amado para me conquistar... E Tomás vai emprestar seu nome para, quem sabe um dia, batizar nosso filho.

    Outros também emprestaram as palavras de Dirceu de Tomás para me encantar, mas me fiseram apaixonar pela poesia...

    Na faculdade, outra professora, também da área de Letras, também loira, também magra, me apresentou ao jornalismo poético, aquele não segue as regras estabelecidas, aquele que conta tudo aquilo que eu, leitora, quero saber: como é esta pessoa? Como estava o lugar? Tinha cheiro? E sentimento? Não tinha?

    As letras e os sentimentos misturados. A poesia em minha vida. Escrever, ler, comer, dormir, viver...

    E quando chegar minha vez de fazer poemas, não vou me inspirar nos poetas, que tanto me encantaram. Vou me inspirar nas minhas musas, sempre loiras, sempre magras, sempre brancas, sempre inteligentes, sempre me levando para as letras e para a poesia.

     



    Categoria: O Ronco do Motor - Literatura
    Escrito por Marília P. G. às 23h20
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    Caso ou compro uma bicicleta de quatro rodas, motor 1.0, duas portas, flex?!

    Sabe aquela frase velha e batida: caso ou compro uma bicicleta? Então, este dilema é muito real e estou passando por ele... Lógico que a bicicleta tem quatro rodas e provavelmente terá um motor 1.0, duas portas e ser flex, porque é o modelo que vou poder comprar...

    Gasto meu dinheiro com este investimento ou guardo para casar? Afinal, casamento com o Sandro pede vestido de noiva, igreja, músicos na igreja, decoração da igreja, festa, local da festa, comida e bebida na festa, decoração da festa, convites, cabelo, maquiagem, unhas pintadas, sapato... Ah, é, casa também né?!

    Com a 'bicicleta' vou poder ir para todos os lugares que quiser com muita facilidade e conforto. Com o casamento  vou poder ir para alguns lugares e outros não, mas vou poder usar a bicicleta do marido, que ainda é bem nova, sabe?

    Mas é dele.... nada meu! Só se o casamento for com comunhão total de bens!

    Ih, tem isso também no casamento!!! O casamento civil, no cartório!

    Com a bicicleta, vem o combustível, seguro, IPVA, blábláblá...

    Com o casamento, contas divididas, comidas pouco saborosas, chão sujo, roupas para passar, uma companhia full time que vai me fazer tomar decisões importantes e discussões sérias usando pijama...

    Tão diferentes, tão ruim, tão bom... Tantos benefícios, tantas problemas...

    A bicicleta é mais fácil de desfazer o negócio... o casamento tem mais valor....

    E quanto mais eu penso sobre o assunto, mais invoco a velha frase: caso ou compro uma bicicleta?



    Categoria: Pequenos Reparos - Cotidiano
    Escrito por Marília P. G. às 21h19
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    Eu tento não me importar, mas aqui é Corinthians!

    Quem me conhece sabe o quanto eu me irrito quando começam a falar do meu time. Dizem que provocam justamente porque eu fico brava, bem brava. Depois de me irritar muito este semana, na terça, resolvi que não ia mais me importar tanto com futebol. Ao menos ia tentar.

    Minha promessa feita apenas e para mim mesma, durou poucas horas. No dia seguinte eu já estava comprando briga no facebook por causa do Coringão. E a discussão virtual continua até hoje...

    Quem me conhece também sabe que eu não entendo muito de futebol, apenas gosto e gosto muito do meu time. Sabe também que eu sou extremamente supersticiosa. Tenho que assistir aos jogos, concentradíssima e no mesmo lugar.

    Semana passada fui pela primeira vez ao Pacaembu para ver meu time. Perdeu. Fiquei preocupada achando que eu sou pé frio. Tentei colocar a culpa em minha amiga que é são paulina e foi conosco na torcida. Mas confesso que estou preocupada.

    Aí hoje resolvi ficar em casa mesmo. Sentei no lugar da sorte. Corinthians fez gol. Tudo certo.

    Sandro chegou durante o intervalo e, num plano diabólico para acabar com meu time, usou todo seu charme e me fez sair da sala. Pior, me fez ir até a casa do meu avô. Depois, sem muito insistência e abusando do meu louco sentimento por ele, que me torna irracional, me fez acompanhá-lo à casa da minha prima.

    Quando eu estava no quintal perto de casa, ouvi o narrador gritar gol e corri para ver de quem era. AVAÍ. Pior: o segundo gol.

    Sim, meu time estava perdendo de virada! Como todos sabem da minha superstição, já começaram a falar que eu saí da sala e o Corinthians começou a perder. Eu disse que a culpa é do Sandro e do seu plano maléfico.

    Ainda vi o terceiro gol do Avaí. P%$$@!!! Perder de virada de um time que está na mais baixa das coloções no campeonato, que passou mais de 20 anos na série B e, quando subiu, fez chover sem parar em Santa Catarina... Demais para mim...

    Ainda bem que São Jorge Henrique se redimiu pelo futebol perdido e encontrou o caminho do gol. Ufa, menos feio!!!

    Mas ainda assim: Corinthians perdeu e eu fiquei super triste...

    Tenho mesmo é que manter a minha mandinga de ficar sentida sem sair do sofá. Ah, e outra coisa que deu azar pro meu time foi este novo goleiro. Desde que começou a jogar, só fez o time perder.

    Então, nas próximas rodadas, lugar da sorte no sofá e goleiro da sorte (que este tá dando muito azar!).

    Só preciso deixar claro que, vendo minha tristeza, Sandro Crisol se  sentiu culpado e quis dançar forró comigo, usando a desculpa que temos que treinar os passos aprendidos na aula. Confesso que Sandrinho conseguiu me animar, especialmente quando quis fazer uns passinhos para dançarmos música dos anos 80. Até que ele não é tão mau assim...

    Opa! Eu fiquei feliz bem rapidinho... Será que eu não sou tão corinthiana assim???



    Categoria: Repórter Corinthiana
    Escrito por Marília P. G. às 21h58
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    Cabrini, bem vindo ao mundo dos inocentes!

    Polícia plantou droga em carro de Cabrini, conclui Corregedoria

    Da Redação - Comunique-se

    A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo concluiu que o jornalista Roberto Cabrini foi vítima de uma armação em 2008, quando foi preso por tráfico de drogas. Na época, o jornalista fazia uma reportagem sobre o tema e foi encontrado com dez papelotes de cocaína no interior de seu carro. De acordo com a Corregedoria, a droga foi “plantada” no carro do repórter - e atual apresentador do programa Conexão Repórter - do SBT. Segundo a Corregedoria, seis policiais, um delegado, uma comerciante e um empresário estariam envolvidos na armação.

    De acordo com investigações, o empresário Oscar Maroni, dono da boate Bahamas - e preso por manter uma casa de prostituição - é apontado como um dos suspeitos pela armação contra o jornalista. Segundo o relatório da Corregedoria, a prisão de Cabrini seria uma retaliação contra matérias sobre a casa de prostituição do empresário.

    “Evidente que essa matéria custou-lhe um preço alto, como uma ferida que se cura, mas fica a cicatriz”, diz o relatório da Corregedoria.

    Cabrini foi preso ao lado de Nadir Dias da Silva, que procurou o jornalista com denúncias de envolvimento de policiais com o PCC (Primeiro Comando da Capital). O relatório diz que a comerciante comprou a droga e havia negociado a prisão de Cabrini com o delegado Edmundo Barbosa, chefe do 100º DP.

    A inocência do jornalista foi concluída após contradições nos depoimentos de Nadir, dos policias e delegado envolvidos. Houve também o testemunho de um policial do próprio distrito que contou detalhes de como foi planejada e executada a armação. A identidade deste policial é mantida em sigilo. Na ocasião, Cabrini também fez testes que comprovaram ausência de qualquer tipo de droga em seu corpo.

    Antes disso, o jornalista já havia feito reportagens sobre a corrupção policial, que resultaram no afastamento de delegados ligados ao tráfico de drogas.

    "Fui vítima da banda podre da polícia, que foi alvo das minhas denúncias", disse Cabrini à Folha de S.Paulo. Sobre Oscar Maroni, Cabrini afirmou que o empresário se incomodou com suas reportagens.



    Categoria: Oficina da Notícia
    Escrito por Marília P. G. às 10h01
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    A semana no ônibus

    Segunda passada, matei uma barata no ônibus. Era só uma baratinha, mas ainda assim: era eu ou ela.

    Terça, tinha uma mãe gritando com o filho: Eu vou te esfolar!!! Isso porque o emnino entrou pela outra porta do ônibus, que estava mega lotado. Em compensação, uma senhora não parava de cantar, bem alto. Ela estava com fones de ouvidos e não percebeu como estava cantando alto. O ônibus todo rindo.

    Na quinta-feira, conversando com um rapaz sobre shows, ele me perguntou se eu já tinha ido em muitos, tipo Hannah Montana. Respondi: "Já fui no Iron Maiden".

    Sábado, o ônibus conseguiu bater dentro do Terminal.

    Hoje, o rapaz do show perguntou se eu tenho namorado.

    É, o transporte coletivo é um misto de aventura, perigos e possíveis romances... Por isso estou louca para comprar um carro...



    Categoria: Pequenos Reparos - Cotidiano
    Escrito por Marília P. G. às 21h16
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    Isso não é nada bom...

    Sabe quando você decidi ir para a academia porque a vida tão sendentária não é boa? No começo você adora a professora, mas assim que começam os exercícios, você percebe que ela é sádica? Então, tem um texto que mostra realmente isso...

    Qualquer semelhança com a minha realidade é mera semelhança!

    Diário de um Cinquentão na Academia

    Acabei de completar 56 anos. Minha mulher me presenteou com uma semana de treinamento físico em uma boa academia. Estou em excelente forma mas achei boa idéia diminuir minha "barriguinha". Fiz reserva com a "personal trainner" Nádia, instrutora de Aeróbica e modelo de 26 anos. Foi recomendado levar um diário para documentar meu progresso, que vai transcrito a seguir:

    Segunda: Com muita dificuldade levantei-me às 6 da manhã. O esforço valeu a pena. Nádia, mais parecia uma deusa grega: ruiva, olhos azuis, grande sorriso, lábios carnudos e corpo escultural. Inicialmente, Nádia me fez um tour, mostrando os aparelhos. Comecei pela bicicleta. Ela me tomou o pulso, depois de 5 minutos, e se alarmou, pois estava muito acelerado. Não era a bicicleta mas ela, vestida com uma malha de lycra coladinha. Desfrutei do exercício. Ela me motiva muito, apesar da dor na barriga, de tanto encolhê-la, toda vez que ela passava perto de mim.

    Terça: Tomei café e fui para a academia. Nádia estava mais linda que nunca. Comecei a levantar uma barra de metal. Depois se atreveu a por pesos!!! Minhas pernas estavam debilitadas, mas consegui completar UM QUILÔMETRO. O sorriso arrebatador que Nádia deu me convenceu de que todo exercício valeu a pena... era uma nova vida para mim. Que felicidade... que mulher...!!!

    Quarta: A única forma como consegui escovar os dentes, foi colocando a escova sobre a pia e movendo a cabeça para os lados. Dirigir também não foi fácil: me doía o peito. Estacionei em cima da calçada... Nádia estava impaciente pois meus gritos molestavam os outros sócios. Sua voz estava um pouco aguda a essa hora da manhã e quando gritava me incomodava muito. Meu corpo doeu inteiro quando ela me colocou uma cinta para fazer escalada. Para que m#rda alguém inventa um treco para se escalar quando isso já está obsoleto com os elevadores? Nádia me disse que isso me ajudaria a ficar em forma e desfrutar a vida... ou alguma dessas m#rdas de promessas.

    Quinta: Nádia estava me esperando com seus odiosos dentes de vampiro. Cheguei meia hora atrasado: foi o tempo que demorei para colocar os sapatos. A desgraçada da Nádia me colocou para trabalhar com os pesos. Quando se distraiu, saí correndo e me escondi no banheiro. Mandou um outro treinador me buscar e como castigo me pôs a trabalhar na máquina de remar... e me ferrei.

    Sexta: Odeio a desgraçada da Nádia. Estúpida, magra, anêmica, chata e feminista sem cérebro! Se houvesse uma parte do meu corpo que podia se mover sem uma dor angustiante, eu partiria no meio a vaca que pariu essa p#rra dessa mulher. Nádia quis que eu trabalhasse meus tríceps... EU NEM SEI O QUE É UM TRÍCEPS !!! E se não bastasse me colocar o peso para que o rompesse, me colocou aquelas m#rdas das barras... A bicicleta me fez desmaiar e acordei na cama de uma nutricionista, uma idiota do car#lh# que me deu uma catequese de alimentação saudável, claro.

    Sábado: A filha da p#ta da Nádia me deixou uma mensagem no celular com sua vozinha de lésbica assumida, perguntando-me por que eu não fui. Só com a vozinha me deu gana de quebrar o celular e depois encher a cara daquela vagabunda de porrada, porém não tinha certeza se teria força suficiente para levantá-lo, inclusive para apertar os botões do controle remoto da tevê estava difícil...

    Domingo: Pedi ao vizinho para ir à missa agradecer a Deus por mim por essa semana que terminou. Também rezei para que o ano que vem, a filha da p#ta da minha mulher me presenteie com algo um pouco mais divertido, como um tratamento dentário de canal, um cateterismo ou um exame de próstata!

    (Infelizmente não sei quem é o autor para poder creditar...)



    Categoria: Pequenos Reparos - Cotidiano
    Escrito por Marília P. G. às 19h14
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