BRASIL, Sudeste, JUNDIAI, Mulher, jornalista, corinthiana, adoro animais!

 

   

    Blog da Ermã - Naty Teacher Forever
  Te dou um dado?
  Letroca
  Tutty Vasques
  ABJL - Academia Brasileira de Jornalismo Literário
  Jornal da Cidade - Jundiaí
  Jornal de Jundiaí
  Jornal Bom Dia - Jundiaí
  Rádio Cidade - Jundiaí
  TV Educativa - Jundiaí
  Bicho Legal
  Radio Coringão
  Loucos por ti
  Gaviões da Fiel
  Blog do Professor Rafael Porcari


 

 
     

      Todas as mensagens
      Oficina da Notícia
      Pequenos Reparos - Cotidiano
      O Ronco do Motor - Literatura
      Vida Rural
      Repórter Corinthiana


     

       

       


     
     
    Oficina da Mari

    O Ronco do Motor - Literatura



     
     

    As musas e a poesia em mim

    Este é um texto que fiz para um concurso, que não ganhei... rs... Espero que gostem, afinal falo das inspirações que tive através das professoras que passaram pela minha vida. Falo apenas de algumas poucas, afinal, tive a honra de ter musas maravilhosas e grandes mestres!!!

    As musas e a poesia em mim

    Será possível aprender a escrever tão bem como os poetas? Ou será que este dom nasce com a pessoa? É possível aprender a escrever para ser jornalista, como sou. Boa parte das letras já nasceram dentro de mim, assim como os textos nascem primeiro em mim para depois irem para o papel ou para o computador. E muito é introduzido, apresentado, para então me inspirar...

    Grandes mestres me trouxeram a inspiração. Lembro da professora Daniele, queridíssima, loirinha, magrinha, de pele branca, que foi a primeira professora que me fez fazer uma prova de recuperação... justo de português, minha matéria preferida!

    Ainda nesta linha de professoras de português, lembrei da Micaela, também loira, também magra, também de pele branca... daquelas brancuras que as musas dos poemas tem....

    Com a Daniele descobri meu poeta preferido: Vinícius de Moraes, que escreveu as mais belas frases sobre o amor, exatamente como eu o sinto hoje: “Amo-te como um bicho simplesmente, de um amor sem mistério e sem virtude, com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim, muito e amiúde, é que um dia em teu corpo, de repente, hei de morrer de amar mais do que pude”...

    Com a professora Micaela fui apresentada a muitos outros poetas maravilhosos, como Camilo Castelo Branco e seu Amor de Perdição, como todos os amores são, como muitos amores nos levam à perdição...

    Sofri pensando “Se eu morresse amanhã, viria fechar meus olhos minha triste irmã?” e descobri que eu e o poeta Álvares de Azevedo fomos separados por muitos anos e nossa data de nascimento traz a diferença de um dia no mês de setembro...

    Também meu nome foi emprestado por Tomás Antônio Gonzaga para falar de sua musa... O pseudônimo de Dirceu fui usado pelo meu amado para me conquistar... E Tomás vai emprestar seu nome para, quem sabe um dia, batizar nosso filho.

    Outros também emprestaram as palavras de Dirceu de Tomás para me encantar, mas me fiseram apaixonar pela poesia...

    Na faculdade, outra professora, também da área de Letras, também loira, também magra, me apresentou ao jornalismo poético, aquele não segue as regras estabelecidas, aquele que conta tudo aquilo que eu, leitora, quero saber: como é esta pessoa? Como estava o lugar? Tinha cheiro? E sentimento? Não tinha?

    As letras e os sentimentos misturados. A poesia em minha vida. Escrever, ler, comer, dormir, viver...

    E quando chegar minha vez de fazer poemas, não vou me inspirar nos poetas, que tanto me encantaram. Vou me inspirar nas minhas musas, sempre loiras, sempre magras, sempre brancas, sempre inteligentes, sempre me levando para as letras e para a poesia.

     



    Escrito por Marília P. G. às 23h20
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    Sentido em Escrever

    Não sei exatamente porque faço mas sei que ADORO! Adoro muito! Sinto necessidade, prazer em fazer. Mesmo que os outros não leiam, não gostem. Eu gosto de fazer, sinto alegria em fazer.

    Às vezes, quando me envolvo muito na história, com as pessoas, eu demoro mais para colocar no papel o que eu tenho que contar. Preciso que fique guardado em mim, seja só meu por um tempo. Quando começo a escrever sobre uma experiência marcante, a escrita é algo físico, fico cansada, quase como um parto, eu imagino. NASCEU! Nasceu o texto! Está fora de mim... Não é mais somente minha a experiência. Mas eu tinha que levá-la ao conhecimento dos outros . Quero que saibam o que vi, o que existe, o que acontece. Não entendo esta necessidade. Não sei se é porque gosto de cadernos, papéis, do cheiro que tem, da maciez, do toque leve. Também podem ser as canetas, as cores, o movimento dos dois juntos, o som do escrever, sentir minha mão esfregando levemente o papel, que textura deliciosa. Pode ser porque eu gosto de ver o papel vazio se unir à tinta da caneta e então ficar cheio, vivo, repleto de letras e palavras, frases e histórias, sentimentos e explicações, que vão gerar mais dúvidas.

    Talvez eu goste tanto assim de escrever porque gosto mesmo de ter algo para ler, para agradar meus olhos. E ler em voz alta. Sentir que o papel, a caneta e a mão fizeram palavras, histórias que terão sonoridade assim que os lábios se separarem e a língua começar seu trabalho. E os ouvidos agradecerem, satisfeitos em participar deste processo, de ser beneficiado também com a escrita.

    Mas o que eu acho que mais gosto no escrever é que através da escrita posso sentir e passar adiante o que sinto para, quem sabe, alguém também sentir.

    Escrevo para lembrar das sensações, das conversas, do momento. Para não me esquecer das histórias e das pessoas.

    Escrevo para curar minhas feridas. Para mexer nas feridas dos outros e sangrarmos juntos.

    Escrevo pára ter prazer, para me sentir útil, para talvez mudar uma parte do mundo em que vivo, minha comunidade, meus amigos, e, tomara, os desconhecidos.

    Escrevo para clarear, explicar, entender. Escrevo para viver. Escrevo para sentir todos os meus sentidos. A mão que toca o papel (e agora as teclas do computador). Os olhos que já viram histórias e pessoas e que quer agora enxergar novamente através das letras. O nariz que sente o cheiro de papel, seja de caderno novo, jornal velho ou tinta de impressora. Os lábios e a língua que saboreiam as palavras lidas em voz alta. O ouvido que recebe pacientemente e com prazer cada som produzido pelas letras agora lidas e que foram deixadas no papel.

    É estranho gostar tanto de escrever e muitas vezes guardar meus escritos para que ninguém mais leia, apenas eu, que com certeza vou voltar a buscá-los e a ler, para sentir novamente o que senti quando coloquei cérebro, sentimento, mão, papel e caneta para trabalharem juntos.

    Muitas vezes escrevi poesias, mas ninguém leu. Penso em publicá-las com um pseudônimo para que nunca saibam realmente o que senti. Acho que é por isso que virei jornalista. Coloco outras pessoas falando sobre aquilo que eu senti. Escrevo para me libertar, mas não quer contar a todos que estou livre. Me escondo atrás de personagens, de outras histórias e de gavetas que guardam meus escritos. Me escondo atrás de papel, caneta e palavras. E é através deles mesmo que outras vezes me mostro.

    Escrever é contraditório. É mostrar e esconder. É sentir e fingir. É dar e receber. É egoísta.

    Escrever é necessário, assim como ler, respirar, comer, dormir. Fico chata quando não faço estas coisas. Preciso de todas e de cada uma. Preciso de papel, de caneta, de cama, de palavras, de comida, de texto. São eles que me fazem viver e continuar viva, me alimentam. E quero que outros vivam também. Por isso ofereço palavras, ofereço histórias, ofereço sentimento e, quem sabe, sentido.



    Escrito por Marília P. G. às 15h07
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    Viver de escrever...

    "Um texto não existe até que não seja lido"

    (Jean Dominque Bauby em O Escafandro e a Borboleta)



    Escrito por Marília P. G. às 12h01
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    Para refletir...

    O resfriado escorre quando o corpo não chora.
    A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
    O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
    O diabetes invade quando a solidão dói.
    O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
    A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
    O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
    A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
    As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
    O peito aperta quando o orgulho escraviza
    O coração enfarta quando chega a ingratidão.
    A pressão sobe quando o medo aprisiona.
    As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
    A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.



    Escrito por Marília P. G. às 19h34
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    Um poema especial

    "Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio ou seta de cravos que propagam o fogo: amo-te como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma.

    Amo-te como a planta que não floriu e tem dentro si, escondida, a luz das flores e, graças ao teu amor, viva obscuro em meu corpo o denso aroma que subui da terra.

    Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde, amo-te diretamente sem problemas sem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és, tão perto que a tua mão no meu peito é minha, tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono."

    (Pablo Neruda) 



    Escrito por Marília P. G. às 21h02
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    O mundo azul que meus olhos não podem ver

    A encontrei no ponto de ônibus. Faz tempo que não nos vemos, acho que pelo menos um ano, e ela lembrou do som da minha voz. Me contou novidades boas e até confessou algumas coisas.

    Me explicou que a única cor que enxerga é justamente a da blusa que eu estava usando: azul. A do ônibus, ela sabe que é amarela, mas enxerga apenas uma cor clara.

    Não tive tempo para perguntar sobre formas, se ela as vê, e nem me lembro se ela já me contou como foi que deixou de enxergar, mas confesso que fiquei realmente curiosa para enxergar um mundo todo azul com olhos que não enxergam.



    Escrito por Marília P. G. às 21h47
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    Meu poeta preferido...

    Soneto do Maior Amor

    Maior amor nem mais estranho existe
    Que o meu, que não sossega a coisa amada
    E quando a sente alegre, fica triste
    E se a vê descontente, dá risada

    E que só fica em paz se lhe resiste
    O amado coração, e que se agrada
    Mais da eterna aventura em que persiste
    Que de uma vida mal aventurada.

    Louco amor meu que quando toca, fere
    E quando fere vibra, mas prefere
    Ferir a fenecer - e vive a esmo

    Fiel à sua lei de cada instante
    Desassombrado, doido, delirante
    Numa paixão de tudo e de si mesmo

     

    Vinicius de Moraes



    Escrito por Marília P. G. às 21h37
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    Só no final de semana é que se pode ser feliz

    Não tem hora para acordar, chefe para aturar, nem funcionário para errar. Gravata ou salto alto não precisa usar, a não ser que seja para impressionar.

    É hora de ouvir música no volume máximo e almoçar sem pressa. No final de semana, ninguém se estressa.

    Não há compromissos nem agenda. O horário é a gente que inventa.

    O banho é mais demorado, o sono mais relaxado e na maquiagem, vou fazer mais caprichado.

    A comida é mais gostosa, sempre dá tempo prum dedo de prosa, a menina fica mais formosa.

    Não tem reuniões nem grandes decisões, a não ser as das nossas paixões.

    É dia de futebol, de passear no sol, aproveitar para ficar mais no lençol.

    É preciso se divertir porque depois serão cinco dias sem sorrir...

     



    Escrito por Marília P. G. às 22h03
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    Pode entrar, está aberta!

    TOC, TOC!

    - Quem é?

    - Uma nova idéia!

    - Pode entrar!

    Olhei para ela entrando pela e achei... legal! Diferentesim, talvez até estranha... e pensando bem, eu mesma não deva parecer normal!

    Enquanto ela caminhava e se aproximava, eu observava os detalhes. Ela era alta, magra, mulata, cabelos rasta, roupas diferentes, óculos de grau. Parecia uma idéia absurda, mas eu deixei a porta se abrir para ela. Aliás, eu prefiro manter a porta aberta sempre. Às vezes chegam idéias como esta, um pouco estranhas, outras são bastante absurdas e algumas até geniais. E depois de um tempo, nos acostumamos com elas e aprendemos a gostar. Para isso, só basta abrir a porta.

    Como a porta está aberta, acontece também de umas idéias se cansarem de ficar ali, em especial na sala do fundo, e vão embora.

    Umas entram, outras saem e todas, absurdas, geniais, estranhas, enfim, todas mesmo tem o direito de liberdade: entram e saem, sem mais questões, sem mais explicações, sem mais julgamento. Afinal, a porta da mente está sempre aberta!



    Escrito por Marília P. G. às 09h06
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    Melhores amigos, melhores amores

    Acabou. Sinto um vazio... não há mais motivo para terminar o trabalho correndo... não há companhia para mais tarde...

    E eu sabia que seria assim. Sabia que quanto mais me dedicava, mais perto ficava do fim.

    É estranho me sentir assim... Eu queria saber cada vez mais e terminar é a consequência disso.

    Ri em alguns momentos, chorei com a eminência do fim, mas o final foi feliz.

    Agora procuro outro ao mesmo tempo qm que não quero me entregar tanto. Preciso lembrar como é não tê-los por perto. Com você é assim também?

    Eu sofro em cada fim, quando sei que não terei mais suas palavras, suas histórias, seus personagens para me distrair...

    Mas, deixo passar o tempo e logo vou à estante e escolho outro para amar. É assim que me relaciono com os livros, são meus melhores amigos, meus melhores amores...

    Me envolvo com cada personagem a cada palavra, a cada página. Fico feliz quando está tudo bem para o personagem e me entristeço com seu sofrimento. E fico triste quando percebo as poucas folhas que faltam para o fim. Começo a ler mais devagar, mesmo quando desejo saber cada vez mais o que vai acontecer.

    Nunca consigo me despedir e desligar da história, mesmo virando página por página. Até quando o final é feliz eu fico triste porque acabou...



    Escrito por Marília P. G. às 19h18
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]